o segredo dos céus

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“eu queria descobrir o segredo dos céus,
desvendar Capella, Sirius e o Sol,
captar as vibrações do universo…

queria ser capaz de escutar
a doce melodia do cosmos
vibrando, pulsando, movendo-se.

eu queria poder compreender
o sentido da vida
o propósito da existência…

mas sou pequeno, ingênuo,
uma criança pela primeira vez diante do mar
pronta pra crescer e aprender a navegar…”

Escolha

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Eu me recuso a acreditar que a humanidade está perdida e que as crianças já nascem num mundo destinado ao insucesso. Eu me recuso a acreditar que exista um único ser, uma única coisa no universo que não possua um propósito, um significado. Eu me recuso a acreditar que a arrogância seja maior do que a inteligência. Eu me recuso a acreditar no conceito do impossível, em fatos absolutos, em provas concretas. Eu me recuso a acreditar no que é imposto, sem motivo, sem explicação. Eu me recuso a acreditar que existam moedas de um único lado. Eu me recuso a acreditar que as coisas são como elas são, e que a verdade é inatingível.

Eu prefiro acreditar que as mentiras são contadas por engano e que o erro é a mais eficiente forma de aprendizado. Eu prefiro acreditar que o ser humano é essencialmente bom e que todo o mal é consequência de escolhas ruins. Eu prefiro acreditar que não existem apenas segundas chances, mas terceiras, quartas, infinitas, até que a oportunidade seja bem aproveitada. Eu prefiro acreditar nas boas intenções, independente de qualquer julgamento. Eu prefiro acreditar que cada pessoa é capaz de transformar sua vida e seu ambiente, que cada pessoa é importante de alguma maneira, e que cada pequeno gesto pode se tornar uma grande atitude. Eu prefiro acreditar que além de qualquer atitude ou pensamento, bom ou ruim, existe um processo, uma história, um motivo. Eu prefiro acreditar que o acaso é uma inteligência que não conseguimos compreender, mas que é infalível em seus planos. Eu prefiro acreditar que existe verdadeiro amor, real amizade, fraternidade e esperança…

Podem me achar bobo, ingênuo e até infantil. Mas é questão de escolha. Enquanto uns escolhem no que acreditar pra se defender do sofrimento, outros preferem acreditar na vida, na mudança, na escolha…

Reeducação Mental

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O segundo que passa
Deixa pra trás
Um homem diferente do atual

A criatividade permite,
A cada momento, a possibilidade
De um comportamento não-natural

(Pre)Conceitos caem por terra
E a guerra e o ódio não fazem sentido
Quando o amor se transforma no ideal

No estudo das partículas elementares
Os pares unificados no tudo
Nos mostram que a consciência cria o real

O pensamento é a antena da vida
E apesar da dor e da ferida
Nós é que sintonizamos o canal

Nos associamos às pessoas afins,
Estejam nos confins ou em nossas casas,
O que conta é o desejo de afastar o mal

A verdade que é materialmente intangível
Só pode ser atingida por aqueles
Que se livraram de tudo que é material

E na constante busca por evolução
A paixão nos ofusca o caminho
Do crescimento espiritual

Para desembaçar a nossa visão,
Libertar o nosso coração e viver em paz
É preciso reeducação mental

Mas consciência não traz lucro financeiro
O dinheiro não pode morrer
Pode esquecer o bem estar social

Estabelecido pelos jogos e esquemas
O sistema do mundo
É baseado no acúmulo de capital

O trabalho impensado e maquinado
É que define quanto valho
E ignora-se o meu valor intelectual

A riqueza e a pobreza são consequências
Das experiências da sociedade desenvolvida
Que por algum motivo requer distribuição desigual

A mídia é o instrumento mais poderoso,
Pois do jovem milionário ao pobre idoso
Quem não vê TV, lê jornal.

Sustentabilidade em âmbito planetário
É tema recorrente nos plenários
Das cidades que carecem de hospital

Querem resolver as questões do mundo
Sem saber solucionar os imundos
E simples problemas d’um único local

Tudo é feito e encaixado de forma
A se sustentar ao longo do tempo
E parecer um processo lógico e racional

O jogo de palavras até que soou bem
Mas quem conseguiu entender
Que esse é um triste final?

Amanhã…

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Tenho sentido uma alegria
Tão irritante que até me entristece

Minha cabeça tem estado tão fria
Que o coração raramente se aquece

Pequenos detalhes de um triste dia
A memória da alma jamais se esquece

E sempre que ouço aquela melodia
Um sentimento tão guardado transparece

A felicidade agora é uma velha vadia
E o tempo indo e vindo já desaparece

Aquele sentido que em tudo eu via
Pouco a pouco se obscurece

Feito a água pelo ralo da pia
Feito o mal frente a uma prece

Já não sinto mais aquela alegria,
E tenho fé que amanhã o dia
Será grandioso para quem se conhece,
Será grandioso para quem merece.

Indissolúvel

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É indescritível a sensação de bem estar que toma conta do peito
Quando estamos na presença de amigos tão perfeitos.

As risadas constantes, os momentos felizes que se tornam especiais,
Parece que o tempo passa tão rápido e a gente sempre quer mais…

De vez em quando uma situação chata, tensa, traz apreensão generalizada
Até que, momentos depois, o problema resolvido vira motivo de piada.

Brigas e discussões simples costumam gerar uma raiva tão intensa e tão grande
Mas tão momentânea que você mal consegue se lembrar do instante.

Quando há tristeza, não são necessárias palavras ou discursos cansativos,
Só um pouco de tempo e esforço para que logo se arranquem os sorrisos.

Não importa quanto tempo passe, ou quanta distância se faça:
O que fica de uma amizade é aquela incessante vontade,
Aquela indescritível e eterna sensação de gratidão:
Obrigado, meu amigo,
Obrigado, meu irmão!

Que tal, amor?

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Ei, amor,
Que tal esquecer do mundo?
Vamos viver nossas vidas inteiras
No próximo segundo!

Ei, amor,
Que tal uma taça de vinho?
Vamos mudar os nosso sentidos,
Cruzar os nossos caminhos!

Ei, amor,
Que tal aquele nosso abraço?
Vamos sair deste mundo pequeno,
E flutuar pelo espaço…

Ei, amor,
Que tal o infinito e eterno?
Vamos quebrar as nossas fronteiras,
Antes do Céu, depois do Inferno!

Ei, amor,
Que tal o Universo a nosso favor
E do nosso amor?
Que tal, amor?

Que tal?

Hino(da)Utilidade!

1 comentário

Por uma vida mais livre, mais leve e mais solta
Queremos distância de modelos quadrados e arbitrários, sistemáticos e metódicos, com os quais durante toda a vida fomos obrigados a conviver.
Não queremos ter que nos ajustar, não iremos nos adaptar ou encaixar-nos no sistema.
Não é rebeldia, apenas o reconhecimento da inutilidade de modelos ou sistemas pré-prontos, cujas normas estabelecidas ditam qual deve ser o comportamento padrão.
Não!
Queremos viver a mercê apenas de nosso desejo, de nossa vontade, ser guiados pelos ventos, pelas marés e pelas estrelas.
Não pela ciência, não pela religião, não pela academia,  nem pela matemática ou qualquer tipo de filosofia.
Apenas pela vontade.
Desconfiamos de tudo que é feito com método – pode parecer insano, mas o que é o método além da limitação de um trabalho ou ação?
Não!
Não queremos limites ou fronteiras, somos infinitos, eternos, dinâmicos. E falíveis.
Tão falíveis quanto, ou menos, do que qualquer dogma científico, religioso, acadêmico, matemático, estatistíco, econômico, empírico.
Ao invés de nos ocuparmos com questões de importância subjetiva, como se aquilo que está sendo apresentado pode ser generalizado, se é aceitável, válido e/ou coerente,
Importamo-nos com a única objetividade que realmente paira sobre qualquer informação. Uma, e apenas uma pergunta.
É útil?
E a resposta, crucial, é o que determinará nosso interesse ou não pelo assunto em questão.
Apenas isso.

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