O que para alguns é chamado sorte, para outros seria morte.
Não física ou material. Mental, do espírito, d’alma.
Morte do sossego, da paz, da calma.

Inconscientes dos valores reais, completos e inteiros,
Movidos pela ganância, ambição e dinheiro.
Mas diga, irmão, sua paz tem valor financeiro?

Sentimento esplendoroso, bonito e raro
Mas talvez demasiado caro.
Sua escolha traz seu caráter à claro.

Emoção inconfundível, modificadora de cenários
Revolucionária, pacifista, libertadora arbitrária.
Esclarecedora. Intraduzível monetário.

Força avassaladora, transforma de súbito
Faz suserano vassalo, rei súdito
Do homem criança, do romper o hábito.

Não consegue, porém, vencer a moeda
Na mente dos pobres, dos não-poetas
Dos que vivem e gostam de viver na merda.

Na dos livres, porém, está sempre presente.
Na dos retos, dos tortos mas corretos, dos contentes…
Na dos sãos e dos doentes, das árvores, sementes.

Dualismo inequilibrável, pomba e cifrão,
Tranquilidade e insegurança, doação e cobrança.
Inversamente proporcionais, amor e pão.

Receios, normas, mundo…

Saia logo do contexto, não se prenda.
O Universo não é dual, é complementar.
Liberte sua mente das paredes a te condicionar.
Salta, e vem comigo voar.

Originalmente em 22/06/10 às 18:58.