Cansou de viver de pão e circo.
Queria aquele algo mais.
Decidiu, mudou, correu atrás.

Agora já fazia diferença.
Mas não muita, não estava satisfeito.
Seguiu em frente, continuou, teve peito.

Tornou-se conhecido, ajudava muita gente.
Mas ainda via muita gente precisando.
Foi crescendo, descobrindo, caminhando.

Mas o tempo era muito curto.
E a causa nobre demais.
Perdeu-se e também a sua paz.

Corrompido e deslumbrado,
Esqueceu a origem da causa valente
Por um fim que considerava urgente.

Já não era mais a luta por mudança.
Passou a ser simples compromisso com o ego.
E por querer demais é que acabou ficando cego.

Tivesse antes ficado no início,
Naquele infindável pão e circo acomodado
Pois muito ajuda quem não é afobado…

Sua história acaba tragicamente.
Afinal, arrependeu-se, mas era tarde.
E morreu sem causar nenhum alarde.

Sua lida, no entanto, ensinou.
Não queira carregar peso maior do que suporta,
Nem se perca por pensar que é a causa o que importa.

Não há nesse mundo coisa nobre o bastante
Para valer o caráter de uma só pessoa.
Não perca o seu caminho à toa.

Manter-se sempre fiel
À sua origem e à sua essência
É a chave para o sucesso,
Para mudar a consciência.

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