– Onde foi que esqueci minha paciência?
Me pergunto em momentos de explosão,
Quando já não há muita resistência
Aos instintos que dominam o coração.

– E onde foi que deixei a minha calma?
Dúvida originada num instante-desespero,
Que aflige a nossa mente e a desalma,
Nos faz bestas, feras vítimas do destempero.

– Mas onde foi que ficou minha vontade?
Quando tudo parece seguir no rumo oposto
Àquele que desejávamos com verdade,
É a pergunta que surge do desgosto.

– E aquele plano de ser feliz?
Ponto crítico e bastante recatado,
Que mexe fundo na vida, na raíz,
E é lembrado quando tudo vai errado…

É nestes poucos momentos decisivos,
De desatenção com os nossos valores,
Que precisamos ser mais incisivos
E buscar, sem cessar, nossos labores.

Pois mesmo que não saibamos onde procurar,
Mesmo quando algo parece perdido,
Devemos sempre nos lembrar
Que mesmo um algo perdido
Há de estar em algum lugar.

(Busque)