Entendemos a derrota. Aprendemos a perder. Crescemos. Já não fazemos mais questão de alguns detalhes que antes nos eram fundamentais. Não porque passamos a ser menos exigentes, mas porque já não fazia sentido, já não havia motivos. Passamos a dar valor as coisas simples, a cada dia de sol que podemos aproveitar, ou cada chuva que vem e lava os ares e as almas. Não importa mais se temos tudo que desejamos, contanto que tenhamos sempre o que desejar, com o que sonhar, metas a atingir. E não nos sentimos frustrados ou impotentes quando percebemos que não alcançamos alguns objetivos. Ao contrário, nos sentimos determinados, nos sentimos felizes – um sentimento inexplicável, lindo – porque temos fé. Fé em Deus, fé em nós, fé na nossa luta. E sabemos que é tudo questão de tempo, questão de vida. Que tudo que sonhamos, tudo que queremos, vamos conquistar. Porque entendemos a derrota e aprendemos a perder, mas não nascemos para isso. Viemos a esse mundo com um único objetivo: o de transformá-lo. O de criar caminhos novos quando tudo parece perdido, quando parece não haver mais saída. Somos sempre nós que causamos as revoluções, que damos uma nova perspectiva, que acreditamos até o fim na batalha. Uma batalha de consciência, do novo contra o velho, contra tudo que não serve mais aos nosso olhos, por tudo que precisa mudar. E nunca ficamos satisfeitos. Desse modo, só o que nos resta é seguir o único caminho que o destino e a vida nos propõe, o caminho da eterna e contínua transformação. De nós e do mundo, do mundo e de nós. E por aqui todo mundo se entende, tudo se encaixa, tudo se encadeia…
E é assim que as coisas são, é assim que o mundo é.
Só o que não muda é essa profunda, eterna e infinita necessidade de mudança.