Visão devastadora assusta
Até mesmo a astuta dona
Do palco e da luta e da cena
Da pena do circo e da lona

É que vê seus olhos de mel
Contrastar com imagens de mal
De tragédias vindas do céu
A dias normais no banal

As visões impressionam
Pressionadas pessoas
Descriadas

Que se prendem na ilusão-realidade
Não enxergam de verdade
Condicionadas

E no palco do espetáculo desse teatro
De crianças mal acostumadas
A criatividade é o que menos importa

E a platéia do circo de lona
Parece ter bem mais pessoas
Do que o picadeiro

Pode ser vergonha
Pode ser preocupação
Com a opinião

De quem vê
Mas não enxerga

De quem vive
Mas à vida nega

Mas esse fardo eu não carrego
Porque nesse chato jogo de egos
Eu prefiro ser cego
Pois assim eu navego…