A garoa fina
Molha o corpo quente
Que tenta secar-se ao vento

No rosto da menina
A lágrima não mente
E mostra o seu tormento

Às quatro, a chuva cai
Entre tempestuosas nuvens
Que se desmancham no céu cinza

Linda tarde não é mais
Tampouco os sinais iludem
Num amor que não se finca

Que não dura
Que não presta
Que não é

É só moldura
E só se presta
Ao que não quer

E a triste tarde de verão
Inverna com sensata conclusão.