Estou preso aos meus passos
No limite deles
Mas não sinto chão
Tampouco flutuo

Sou prisioneiro de meus traços
Nunca os ultrapasso
É fraco meu desenho
E são tortas suas linhas

Sou refém dos meus laços
Deles não me solto
Seja pelos nós indesfazíveis
Ou por mera conveniência

Sou cativo de seus braços
Neles permaneço
Se há medo, se desfaz
Se há dor, eu a esqueço

Sou pedaços de mim mesmo,
Mais que sua soma total,
Menos que qualquer um sozinho.
Um todo composto por partes maiores que ele mesmo,
Partes compondo um todo perfeito
Porém, inacabado…

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