Os detalhes que costumavam amaciar a amargura da vida
Em tempos de desespero, confusão e alegria
Hoje se transformaram em carta velha, amarela, despedida…

Os risos e traços em nossos rostos de expressivas emoções
Deram lugar às lágrimas num semblante vazio
Maltratado pelo tempo, pela falta, preocupações…

As palavras carinhosas dirigidas com intenções sinceras
Emaranhadas num discurso suave
No lugar desse silêncio que mata, tortura e desespera…

Os defeitos, tão perfeitos, que faziam sobressair sua timidez
E a sua insegurança, sempre tão desnecessária…
Agora, um aperto no peito me lembra de você toda vez

Que fecho os olhos.

E enquanto sinto a sua falta,
Enquanto a saudade pouco a pouco me mata,
Vou tentando sobreviver, me conformar, não me entregar…

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